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3ª MESA REDONDA DE 2009 CENTRO DE ESTUDOS ABRAL
No dia 21 de outubro de 2009, realizou-se no auditório da União Cultural Brasil-Estados Unidos (local das próximas reuniões) a 3ª Mesa Redonda de 2009 do Centro de Estudos Abral, com o tema "Marketing Esportivo" - como ampliar seus negócios e lucrar mais com a utilização de licenciamento de clubes, atletas e entidades esportivas".
O tema é bastante oportuno e atual face a duas grandes realizações mundiais que terão lugar no Brasil nos próximos anos, a Copa de Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Por esta razao, os coordenadores do programa do Centro de Estudos Abral, Chaits Comunicações, de Paulo e Mauricio Kus, tiveram o cuidado de escolher empresários das tres pontas do negócio: o licenciador; o licenciado, que é o fabricante e o varejista, que mantém contato direto com o consumidor final do produto.
Fabiola Ferracini, gerente executiva da Abral coordenou o mailing de convidados e organizou um rígido follow up, para obter a participação do maior número de associados ou interessados na indústria do licenciamento.
Com isto, tivemos 70 participantes, a segunda maior presença em dois anos de atividades do Centro de Estudos Abral.
Nosso presidente Sebastião Bonfá foi o moderador do debate que contou com a participação, na mesa, de Martin Lanusse, country manager da Pro-Entertaiment do Brasil; Selma Braga, diretora da Braga Licenciamentos e Marco Antonio Siqueira, diretor de marketing da Gol de Ouro Assessoria em Esportes (como licenciadores); Junior Muzzili, diretor da Lider Indústria e Comércio de Brinquedos, representou os fabricantes; e o varejo foi representado por Ewerton Ramos, gerente de licenciamento da Rede de Lojas de Artigos Esportivos Licenciados Roxos e Doentes.
Obviamente, em se tratando de futebol, as atenções maiores se voltaram para o licenciamento de clubes e as dificuldades que os licenciadores encontram em fechar contratos com as agremiações mais importantes de cada estado, em virtude de pouco conhecimento dos diretores das vantagens em usufruiur das vantagens do licenciamento (que na Europa gira bilhões de euros), como também o rodízio de diretorias, com eleições em curto prazo. Com isto, em alguns casos, as negociações tem que ser totalmente reiniciadas ou esclarecidas para os novos dirigentes.
O mais grave é a pirataria, pois como o esporte é produto de massa, o preço tem influência grande na venda e o comprador - geralmente com poucas posses - acaba comprando um produto pirata, de menor qualidade e durabilidade - principalmente camisas, reproduções da camisa oficial, que tem como ponto de venda o camelô na porta dos estádios.
Mas, ficou evidenciado que o licenciamento esportivo tem oportunidades ilimitadas, pois existem no Brasisl 170 milhões de torcedores, aficcionados de futebol, sem contarmos os aficcionados de outros esportes, em dezenas de modalidades esportivas, que - evidentemente - surgirão durante o periodo das Olimpíadas de 2016.
Falta uma espécie de regulamentação em que clubes, licenciadores e licenciados encontrem uma fórmula de negociação de parcerias bem ajustadas e lucrativas para todos os setores envolvidos.
Foi um debate acalorado e muitas das questões levantadas são práticamente inéditas aos agentes licenciadores, acostumados a trabalhar com personagens e multi-nacionais, que tem seus objetivos muito bem definidos e contratos rígidos em sua execução.
Será asunto para mais mesas redondas até 2014 e mesmo até 2016.
O objetivo da Abral é prestar serviços aos seus associados e ao mercado, abrindo foruns de discussão, criando um banco de dados para todos os aspectos que circundam o mercado esportivo de licenciamento, reunindo todas as pontas do negócio, fazendo com que o licenciador venda mais, o fabricante aumente a produção e o varejista amplie seu faturamento.
Abaixo
fotos do evento:
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